Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Apenas algumas palavras...

Encontra-se a decorrer a campanha para o referendo sobre a despenalização do aborto.O que por outras palavras, será o mesmo que dizer que, oito anos e meio após a primeira consulta popular sobre esta matéria, os portugueses são chamados de novo a pronunciar-se.No entanto, na minha opinião, no próximo dia 11 de Fevereiro, será a própria instituição do referendo que será colocada à prova. Sim, porque dificilmente se poderá encarar este instrumento como algo válido (pelo menos neste nosso país) se, mais uma vez, a abstenção superar os 50%. Até ao final desta semana, quer o «Sim», quer o «Não» tentarão mobilizar os eleitores para o referendo. Pelo meio, ficará muito por dizer, muita polémica, um sem número de argumentos baixos e muita, mas mesmo muita, demagogia. As sondagens, essas valem o que valem, mas sempre me ocorre dizer que a vantagem do «Sim» apontada por estas, poderá ser precisamente o maior obstáculo à sua vitória a 11 de Fevereiro. (Não é de hoje que o nosso "povo" português, preguiçosamente justifica a sua total inércia em muitos actos eleitorais, perante esta ou aquela vitória anunciada.)A abstenção será sempre, quanto a mim, uma derrota (independentemente das análises que posteriormente se venham a fazer, considerando que esta favoreceu este ou aquele lado).A não participação no referendo (como aliás em qualquer acto eleitoral) mostra, desde logo, que os portugueses "desprezam" (sim, essa é a melhor palavra!) quaisquer instrumentos criados para aumentar a participação da sociedade civil nas decisões políticas. Portanto, caso a participação na consulta de 11 de Fevereiro seja, novamente, reduzida, (e aqui dirijo-me aos nossos governantes) porque não ponderar-se a possibilidade de tornar o voto obrigatório?! Sim, porque, nem que seja apenas por respeito à democracia, numas eleições todos devemos votar, mesmo que em branco. Quanto a mim, espero sinceramente que os portugueses, no próximo domingo, participem, de facto, na decisão sobre um tema desta importância. Como alguém disse algures «Os 68,2% de abstenção em 1998 envergonham-nos.»
publicado por planetamercuryii às 12:49
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