Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

«Juiz do Supremo quis absolver mãe de Joana»

Pois bem, este é sem dúvida um título que não podia de forma alguma deixar-me indiferente ao consultar a primeira página do Correio da Manhã de hoje... não podia pelo inusitado da afirmação, tendo em conta, por si só, o significado da palavra "absolver"... assim como não podia pelo "descrédito" que tal decisão traria a tal instituição... e digo descrédito para não utilizar outros adjectivos que me obrigariam a aprofundar questões que não aquelas porque escrevo hoje...Sim, porque ao confrontar-me com o título acima, não pude deixar de recordar..."Quando Cipriano voltou a erguer a mão, já a menina estava junto à porta do quarto. Desta vez, Joana bateu com a cabeça na ombreira da porta à altura do puxador e deitou sangue do nariz. Apanhou mais duas chapadas, dadas pela própria mãe, Leonor. A menina voltou a bater com a cabeça, outra vez na ombreira, mais abaixo. Joana deitou sangue pela boca e sangrou do sobrolho esquerdo."Segundo foi apurado, estas seis pancadas mataram Joana e a sucessão de golpes foi confessada pelo próprio João Cipriano aos inspectores da PJ, treze dias após o crime. O tribunal considerou-a válida e no último dia 11 de Novembro condenou João a 19 anos e dois meses de cadeia e Leonor a 20 anos e quatro meses.Mas a confissão do crime, a que, por exemplo, o jornal Correio da Manhã teve acesso, é breve e fria, e descreve tudo o que aconteceu naquela tarde da seguinte forma:"A mãe e o tio da menina, ainda segundo o relato, conversam junto do corpo caído de Joana e acreditam que ela está morta.João contou à PJ que estava em casa com Leonor. Ele sentado no sofá, ela de pé. Joana entrou com as compras: o pacote de leite e as duas latas de conserva. Leonor, prossegue João, pergunta à filha se tem o dinheiro que sobrou das compras. A criança responde que o perdeu ou que não sabe onde está, admite João.Ao ouvir Joana dizer que não tinha o dinheiro, Leonor dirige-se a João e diz-lhe para dar uma chapada na menina. João confessa que se levantou e aplicou duas estaladas na menina: uma com a mão esquerda, outra com a mão direita. Joana não caiu: virou-se ao tio, disse-lhe que não tinha o direito de lhe bater.A menina, a mãe e o tio – ainda segundo a confissão – estão agora junto à porta do quarto de Leonor. João dá mais duas chapadas na menina. A terceira e a quarta. Desta vez, Joana bate com a cabeça na ombreira da porta e sangra do nariz.João Cipriano conta que Leonor deu mais duas chapadas à filha: a quinta e a sexta. A cabeça da criança volta a bater na ombreira da porta, agora uns centímetros mais abaixo. A menina sangra do sobreolho esquerdo e da boca.Na altura em que a PJ fez a reconstituição do crime e obteve a confissão, João Cipriano pegou num banco da cozinha, que ali fazia as vezes da criança, e mostrou como ficou o corpo: deitado para cima, pés juntos e a cabeça virada para a porta do quarto da mãe.João recordou que tocou no peito da menina. “Se calhar morreu”, disse à irmã. Leonor respondeu-lhe. “Se calhar desmaiou e morreu”.Joana estava morta e havia uma poça de sangue junto ao corpo. João contou ainda que, depois de limparem a casa, ele e a irmã enfiaram o corpo da menina num saco.Meses mais tarde confessará que o cadáver foi esquartejado e que o motivo para o crime foi um acto incestuoso: a menina descobriu a mãe e o tio a manterem relações sexuais.Nunca contou onde estava o corpo. Tal como Leonor."Mas tem mais...No dia da reconstituição do crime, João Cipriano disse ainda:"... ter sido a falta do troco a originar as agressões à criança." Para meses depois vir falar de relações incestuosas com a irmã, que Joana teria visto. Nada foi provado em tribunal. Mas convenhamos, consideraria este "senhor" serem estes motivos bastantes para o que se seguiu? Sim, porque nessa reconstituição João Cipriano "foi fotografado, com ferramentas na mão, a mostrar à PJ como esquartejou o corpo da sobrinha. É uma sala vazia, onde está o agressor e um manequim. João diz que usou uma serra para metal, com arco, e uma faca de cabo preto.O tio de Joana ajoelhou-se para cortar as pernas ao manequim. Uma e outra, ambas pelo joelho. Depois, contou aos inspectores que cortou a cabeça e que colocou cada uma das três partes em sacos negros, que escondeu num frigorífico.Ao perceberem que Joana estava morta, Leonor e João decidiram fazer tudo para não serem descobertos. Lavaram o chão e as paredes de casa para apagar os vestígios de sangue e lançaram a ideia de a menina ter sido levada."No entanto segundo se soube "A PJ encontrou vestígios de sangue nas gavetas da arca frigorífica onde Leonor e João esconderam o corpo. Não são as marcas de uma criança viva e agredida. São as marcas do corpo de uma menina de oito anos, cortado em três partes pelo tio e a mãe.Pelo que, apenas posso perguntar: ABSOLVER QUEM?????? ABSOLVER DO QUÊ??????
publicado por planetamercuryii às 08:56
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2 comentários:
De frf a 26 de Abril de 2006 às 19:25
já agora porque não absolver todos os que praticaram homicidios , mas aonde estamos nós inseridos numa patuscádas destas , se houve relátos feitos pelos próprios qual a dúvida dessa juiza para que a sentença fosse aplicáda.


De Secreta a 21 de Abril de 2006 às 09:31
Só em portugal se pensa assim!!! Esta noticia mete msm uma raiva daquelas ... Em determinados países , estes 2 personagens já tinham sido condenados à pena de morte!!!
Beijito


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