Segunda-feira, 7 de Junho de 2004

Último dia: Sting, Alicia Keys, Pedro Abrunhosa e o regresso do Rock in Rio-Lisboa...

sting2.jpg
Mariza encerrou a Tenda Raízes e deu um dos melhores espectáculos deste palco. A fadista provou, mais uma vez, porque razão é a embaixadora do fado.
O último dia do Rock in Rio-Lisboa fica para a história como o dia em que começou a segunda edição do maior festival de música do mundo em Portugal. A organização anunciou hoje que o Rock in Rio-Lisboa vai voltar em 2006. Mas o último dia de festa teve muito para contar...

O momento mais esperado do dia foi a actuação de Sting. E o ex-Police, com o seu espectáculo “Sacred Love” não desiludiu as 100 mil pessoas que vieram até à Cidade do Rock para o ver.
Ao cantar temas como Roxanne e Englishman in New York, Sting levou os fãs ao rubro.
Mas a noite não foi apenas de Sting. Alicia keys subiu ao palco cantou e encantou esta imensa multidão que provou ser adepta da cantora Soul.
Com uma voz potente e dotes de piano fantásticos, Alicia veio pela primeira vez a Portugal para ser recebida como a estrela que é.
A prestação de Alejandro Sanz ultrapassou as expectativas. As centenas de fãs que vieram desde Espanha para o ver actuar não deram o tempo por perdido e apesar de vibrarem com a música do cantor espanhol não saíram da Cidade do Rock com “o coração partido”.
O som do Brasil fez-se ouvir pela voz e presença de Ivete Sangalo que literalmente, levantou poeira. O tema “Eva” também se ouviu na Cidade do Rock. E se a noite fechou com música portuguesa, com a prestação fabulosa de Pedro Abrunhosa, já tinha aberto da mesma forma com Luís Represas.
No final destes seis dias de festa o balanço é bastante positivo e a música portuguesa provou estar à altura dos melhores nomes internacionais.

Tenda Raízes
Neste espaço a tarde, sem dúvida, pertenceu a Mariza. Com o seu Fado Mariza conquistou o público e conseguiu reunir a maior plateia deste palco ao longo dos seis dias de festa. A fadista apresentou um espectáculo onde percorreu um pouco da história do Fado e onde homenageou alguns dos nomes que mais marcaram o estilo como Maria Severa.
O sucesso de Mariza tinha sido antecipado no dia 5 quando, de surpresa, sobe ao Palco a convite de Daniela Mercury para fazer dois duetos com a cantora baiana. Foi um espectáculo que nunca mais se esquece.
No palco raízes o último dia de festa recebeu ainda as Tucanas e os Amparanóia que também deram um espectáculo memorável cheio de ritmo e cor.
A música negra é a fonte de inspiração da espanhola Amparo Sánchez, vocalista dos Amparanóia O Trio Curupira também deu espectáculo na Tenda Raízes Com guitarras, sanfona, escaleta, flautas e cavaquinho. A música é criada a partir de ritmos da tradição brasileira e das suas diversas influências.

DJ Vibe fecha Electrónica
Nesta verdadeira pista de dança mais um português tem honras de fecho. DJ Vibe foi o senhor dos pratos, e bombou até às 4 horas da manhã. Neste último dia actuaram ainda Félix da Cat, Desyn Masiello e John Digweed. No dia 6 de Junho, as 100 mil pessoas no recinto não permitiram que este espaço arrefecesse por um segundo que fosse.

Tenda Mundo melhor
Talvez por ser o último dia, ou talvez não, a Tenda Mundo Melhor foi pequena para receber todos os que quiseram assistir à actuação de Fafá de Belém. A fila à porta desta tenda foi enorme com o ritmo da brasileira que “Vermelhou” o público.
Este dia foi também marcado pela homenagem a Sérgio Vieira de Mello com a presença de Carolina Larriera.
Neste espaço de debate e reflexão foi também entregue pela BP o segundo cheque destinado à SIC Esperança que irá distribuir a verba por várias instituições de apoio a crianças portuguesas.
Noticia do Site Oficial do Rock in Rio Lisboa
publicado por planetamercuryii às 15:29
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14 comentários:
De monica anderson a 19 de Outubro de 2011 às 15:53
Fundação Sergio Vieira de Mello em Genebra - http://www.sergiovdmfoundation.org/wcms/index.php?lang=en (http://www.sergiovdmfoundation.org/wcms/index.php?lang=en)


De monica anderson a 19 de Outubro de 2011 às 15:47
Link para a Funfação Sergio Vieira de Mello crada em Genebra. ... SERGIO VIEIRA DE MELLO FOUNDATION (http://www.sergiovdmfoundation.org/wcms/index.php?lang=en)


De monica anderson a 20 de Janeiro de 2005 às 05:58
"(...)VISÃO: Disse que os direitos humanos são terreno minado. Que minas receia?

SÉRGIO VIEIRA DE MELLO: A minha antecessora [a irlandesa Mary Robinson] viu-se confrontada com muitos desafios de direitos humanos que se transformaram em desafios políticos. O tema pode ser interpretado politicamente ou considerado como uma intervenção em assuntos intermos na área sacrossanta do monopólio da soberania. O meu grande esforço, nos próximos tempos, vai ser justamente no sentido de não permitir a politização artificial do tema nem da agenda dos direitos humanos.

V: Que tipos de direitos humanos mais o preocupam?

SVM: Disse que só definiria as minhas prioriades depois da posse. Mas, só para dar uma ideia, tenho discutido com colegas temas importantíssimos, como a protecção de populações em zonas de conflito e o das pessoas deslocadas internamente. Há mais populações nessa situação do que refugiados pelo mundo fora. E não gozam de qualquer protecção internacional.

Preocupam-me também as migrações de carácter económico, muitas vezes forçadas por conflitos armados. Ligado a isso há o tráfico ilícito de seres humanos, uma nova forma de crime transnacional. E tenho ainda outras prioridades, como uma, que teve muita importância em Timor--Leste, que foi a emancipação da mulher e o seu papel na consolidação da paz e da estabilidade em situações de conflito.

Também me preocupa o racismo e outras formas de discriminação, como o anti-semitismo e uma nova, surgida depois de 11 de Setembro, a islamofobia. São tudo factores potenciais de desestabilização.

V: Quer evitar a politização do pelouro. Mas tem estado iminente um ataque ao Iraque. Se se concretizar, quais serão, à partida, as suas preocupações?

SVM: Já existem muitas guerras reais, para eu não especular sobre conflitos hipotéticos. Nesse caso, como em qualquer outro, a preocupação principal seria sempre como proteger populações civis e evitar que sejam alvo de qualquer das partes. Poderia dizer também que um dos papéis principais da organização, mas não o meu, como alto comissário, é evitar que semelhantes conflitos ocorram.(...)".
(Interview, Sergio Vieira de Mello, September, 2002,Visaoonline).
Afixado by monica



De maria(cosmopolis) a 3 de Janeiro de 2005 às 23:38
SERGIO VIEIRA DE MELLO 2003 – 2005.
Como Alto Comissário para os Direitos Humanos Sergio Vieira de Mello fez ponto de honra a despolitização dos Direitos Humanos. Afirmava insistentemente (cito) “Os Direitos Humanos têm de ser despolitizados. Os Direitos Humanos são, por definição, políticos mas não podem ser politizados, ou seja, não podem ser utilizados para fins que não tenham a ver com os Direitos Humanos, com a verdadeira promoção dos Direitos Humanos”.

Analisando os factos, constatámos que na sua ausência, ou, após a sua morte, assente na ignorância do cidadão comum que ou não o conhecia ou mal o conhecia, se gerou (a partir do Brasil) um “movimento organizado” que, de múltiplas maneiras e em nome de alegadas boas causas, angariando apoios, manipulando os midia e a opinião pública, tem politizado a vida de Sergio Vieira de Mello englobando nisso os Direitos Humanos e passando a falsa ideia de estarem glorificando Sergio Vieira de Mello e os Direitos Humanos, ou o que é mais grave, passando a falsa mensagem de, assim, estarem agindo em seu nome.

Sergio Vieira de Mello e os Direitos Humanos têm sido evocados e usados para fins que nada têm a ver com a postura pessoal e profissional de Vieira de Mello porque o seu projecto de trabalho e a sua actuação visavam a defesa e promoção dos Direitos Humanos e a sua despolitização. Ele o afirmou e pôs em prática, com integridade, de maneira consequente, regendo-se, de facto, pelos princípios da independência e da imparcialidade.

Os factos nos demonstram que Sergio Vieira de Mello e os Direitos Humanos têm sido impunemente evocados e usados para fins que nada têm a ver com Vieira de Mello e com os Direitos Humanos, com a promoção dos Direitos Humanos. maria



De monica anderson a 30 de Dezembro de 2004 às 06:51
"Só os Estados Membros Podem Fazer a ONU Funcionar". Por : Sérgio Vieira de Mello, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. **************************************************************************************************************** « A preponderância militar dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha não deve levar-nos a pensar que a estabilidade internacional pode ser assegurada pela força. Se quisermos que o sistema internacional se baseie em algo mais do que a força ou o poder, os Estados terão de regressar à instituição que criaram: as Nações Unidas. Essa instituição enfrenta uma crise grave, pelo que ou se encontram maneiras de a resolver ou se têm de suportar pesadas consequências. Os debates sobre o Iraque, tanto antes da guerra como agora, demonstraram que as grandes potências foram incapazes de comunicar entre elas utilizando uma linguagem comum. E isto tem sido mais flagrante no seio das instituições globais. Desde a criação da ONU, o Conselho de Segurança foi responsável pela segurança e a Comissão de Direitos Humanos foi encarregada da protecção dos direitos humanos. Todavia, no caso do Iraque, o Conselho foi, e aparentemente continua a ser, incapaz de chegar a acordo sobre a segurança e o papel da ONU. Do mesmo modo, a Comissão de Direitos Humanos, cuja sessão anual terminou na sexta-feira, demonstrou a sua incapacidade de discutir os direitos humanos. Será que existe uma maneira de renovar, ou de reinventar, uma linguagem comum, que nos permita sair do impasse actual? Julgo que existe, desde que mudemos radicalmente a relação entre segurança e direitos humanos. No Conselho de Segurança, os debates incidiram sobre as armas de destruição maciça, uma questão clássica que lhe é muito familiar, desde a sua criação. Mas os seus membros não puderam, ou não quiseram, imaginar que o seu mandato ultrapassasse essa visão estreita. O Conselho não abordou as numerosas questões de evidente interesse para os seus membros, como a ausência de democracia no Iraque e as frequentes campanhas de terror contra os opositores políticos, reais ou imaginários, levadas a cabo pelo governo de então. Também não conseguiu abordar um assunto mais vasto: como lidar com os perigos graves para a paz e a segurança internacionais que representava um regime que violava de forma flagrante os direitos humanos dos seus cidadãos e que, levado pela tendência da brutalidade para ultrapassar fronteiras, chegara a atacar os seus vizinhos. No final, os principais participantes no debate deram a impressão de estar a falar de uma coisa, enquanto tinham outra em mente. Talvez os membros do Conselho de Segurança tenham entendido que era mais lógico discutir as questões de direitos humanos no âmbito da Comissão de Direitos Humanos. Mas nesta última sessão, muitos dos 53 Estados representados na Comissão sustentaram que não lhes competia debruçar-se sobre o Iraque, uma vez que o Conselho já se ocupava do problema. Outros defenderem que as questões ligadas ao Iraque tinham mais que ver com segurança do que com direitos humanos e, portanto, eram da responsabilidade do Conselho. Outros ainda sustentaram que o problema dos direitos humanos no Iraque era fundamentalmente uma questão de guerra – dado o elevado número de baixas civis – e não de violações desses direitos cometidas antes dela, no país. Mas, fosse qual fosse o argumento invocado, o desejo manifesto da maior parte dos Estados, tanto aqui, em Genebra, como em Nova Iorque, foi evitar iniciar uma discussão sobre os direitos humanos no Iraque. Durante as semanas que precederam a guerra no Iraque, falei com muitos dos principais actores nos debates do Conselho de Segurança. É óbvio, mas talvez valha a pena recordá-lo aqui, que nenhum deles expressou a menor animosidade contra a ONU; nenhum desejava que o Conselho de Segurança falhasse na tentativa de chegar a um consenso sobre o Iraque. O que não conseguiram foi encontrar uma maneira de abordar o problema – de o enquadrar politicamente – para alcançar um consenso. O impasse na Comissão de Direitos Humanos foi semelhante, talvez ainda mais grave. O que faltou a ambos os órgãos foi uma maneira de conceptualizar a segurança em termos de direitos humanos e de reconhecer que as violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos se encontram, com frequência, no cerne da insegurança interna e internacional. O problema não é novo. Basta examinar a lista dos fracassos mais recentes das Nações Unidas, como a sua incapacidade de impedir o genocídio no Ruanda e o massacre de Srebrenica. O que têm esses fracassos em comum? Nos dois casos, tratou-se de situações de emergência, seguidas de horríveis carnificinas, cuja natureza não se enquadrava nos esquemas conceptuais do Conselho de Segurança nem da Comissão de Direitos Humanos. Não constituíam ameaças à segurança internacional no sentido reconhecido convencionalmente e compreendido pelo Conselho; e a Comissão de Direitos Humanos também não conseguiu ter a menor influência no desenrolar implacável dos acontecimentos. Foi esse o maior fracasso da nossa época: a impossibilidade de compreender a ameaça que as violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos representavam para a segurança e a incapacidade de alcançar qualquer consenso sobre a maneira de responder a esse tipo de risco. E, agora que as vítimas no Iraque se contam aos milhares, não podemos deixar de constatar que o preço do nosso fracasso, que já era tragicamente elevado, está a aumentar. Devemos virar-nos para os Estados Membros das Nações Unidas, especialmente para os que são membros do Conselho de Segurança – sobretudo a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia – para que eles se interroguem sobre esse fracasso e tentem superá-lo com base nas suas responsabilidades e não nas suas rivalidades. Criticar as Nações Unidas por não terem conseguido alcançar um consenso sobre o Iraque é passar ao lado do problema. Quando os Estados Membros ignoram as suas próprias regras de jogo ou desmantelam a sua própria arquitectura política colectiva, é injusto culpar a ONU ou o seu Secretário-Geral, cujos bons ofícios não são solicitados tão frequentemente quanto seria de desejar. Kofi Annan tem defendido incansavelmente o consenso sobre estas questões vitais, mas não pode impor esse consenso. Tal como eu não estou em posição de exercer a menor pressão sobre a Comissão, cujos mandatos são executados pelo meu Gabinete mas sobre a qual não tenho o menor poder de decisão ou de controlo. Em ambos os casos, o poder está – e muito bem – nas mãos dos Estados Membros e só deles. É a eles que compete encontrar uma maneira de o exercer, colocando os direitos humanos no cerne do conceito de segurança interna e internacional. Os Estados Membros das Nações Unidas têm uma oportunidade única. Pelas suas acções recentes, revelaram uma vez mais as deficiências da instituição que criaram, ao mesmo tempo que salientaram algumas das suas qualidades. Todos os Estados, em particular os membros do Conselho de Segurança, deviam aproveitar esta oportunidade para se debruçar seriamente sobre as suas relações e para ponderar maneiras de empreender uma reforma. As definições da segurança pouco adaptadas às realidades contemporâneas revelaram a sua inutilidade, na crise que acaba de atingir o mundo. Hoje em dia, é a população iraquiana, que já sofre há tanto tempo, que suporta as consequências, primeiro, da guerra, e, agora, de uma paz contestada e controversa. Não pode deixar de ser evidente que chegou a altura de todos os Estados redefinirem a segurança global, colocando os direitos humanos no centro deste debate. Para isso, cada nação deve exercer as suas responsabilidades de uma maneira proporcional aos seus meios. Só então os Estados responsáveis – e não aqueles que são meramente mais fortes – serão capazes de oferecer uma estabilidade duradoura ao nosso mundo». (www.unhchr.ch/news). afixado by monica


De mauricio zhiemel a 30 de Dezembro de 2004 às 06:48
(proposta que aumenta o Conselho de Segurança, 2004), «(...)No ano passado, durante a Assembléia Geral da ONU, o secretário destacou a necessidade de as Nações Unidas reformularem a composição do Conselho de Segurança em vista da realidade internacional. Pelo Brasil, foi escolhido para compor o grupo o embaixador João Clemente Baena Soares *. O critério para seleção desses diplomatas foi que integrassem a categoria de peritos notáveis pela sua experiência e independência dos países que representam.(...)». http://br.news.yahoo.com/041201/6/pkqv.html (http://br.news.yahoo.com/041201/6/pkqv.html) . *«João Clemente Baena Soares. Ambassador João Clemente Baena Soares has served as Secretary-General of the Organization of American States (OAS) and General Secretary of the Ministry of External Relations of Brazil. Prior to his tenure at the OAS, Mr. Baena Soares served for 31 years in the Brazilian Ministry of External Relations. He was born in Belem do Pará and studied politics and law.» http://www.un-globalsecurity.org/bios/soares.asp (http://www.un-globalsecurity.org/bios/soares.asp) _____________________________________________________________________________________________________________ Sobre o Embaixador João Clemente Baena Soares, referido anteriormente: «Baena Soares, Um homem da História e de grandes histórias, João Clemente Baena Soares, nascido em Belém do Pará em 1931, soube como poucos se valer do fato de sua carreira diplomática ter seguido mais o curso da história do que o rumo da geografia, conforme ele mesmo revela: "Ao deixar o Instituto Rio Branco, o jovem diplomata pensa: 'Agora vou para Paris.' Se eu tivesse ido para um posto desse tipo, talvez não houvesse para mim preparação profissional mais firme, nem cresceria em mim o mesmo entusiasmo pela carreira que experimentei." E certamente a diplomacia brasileira não teria tido a participação tão marcante de um homem que desde as suas primeiras atuações já esboçava um carinho especial pelo que se tornou um de seus maiores interesses na diplomacia: a defesa da América Latina. Em seus notáveis mandatos, seguiu a carreira diplomática sempre com o objetivo de servir ao Estado e não aos governos. Sempre deixou claro que suas atuações nunca foram meramente burocráticas e que sua condição de diplomata não representava somente um "emprego".(...). Baena Soares não seria omisso nos deveres que lhe foram designados: o principal deles, trabalhar pela negociação da paz. E assim continua ainda atuante na sua missão, versando sobre tecnologia nuclear, Alca, Mercosul, pobreza, ecologia, internacionalização da Amazônia, dando contribuições ao Direito Internacional e até vaticinando a causa de um dos próximos conflitos mundiais: a falta d'água.».http://www.editorario.com.br/titulo_gente_baena.asp (http://www.editorario.com.br/titulo_gente_baena.asp) mauricio zhiemel


De monica anderson a 30 de Dezembro de 2004 às 06:44
O Brasil teve na ONU durante 32 anos, Mister Schlittler(*), um brasileiro que serviu de maneira também ímpar, tal como Sergio Vieira de Mello, a causa da dignidade humana, da Paz e do Multilateralismo. Sobre ele, no Brasil, pouco se fala : nem homenagens, nem páginas de jornais, nem documentários, nem filmes como o da Simone Duarte, nem livros, nem "dissertações". Apenas pequenas notícias num ou noutro contexto apropriado ou uma entrevista. (Heróis que nos encham o peito ou o ego, só mesmo os mortos? Heróis, porque espelhamos neles as nossas fantasias sem o protesto deles?)

(*)Gilberto B. Schlittler. Cientista Político, ex-Subsecretário-Geral da ONU. Gilberto B. Schlittler é mestre em administração pública pela New York University (NYU) e cientista político pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). Ex-funcionário da ONU (1964-1996): Subscretário-Geral (1995-1996), Director do Conselho de Segurança (1988-1993) e da Assembleia-geral (1981-1988). Participou de diversas negociações e missões de paz da ONU. Professor-Assistente de Ciências Sociais da NYU».
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****ENTREVISTA de Agosto 2003 com o Professor Schlittler:
***(Fonte do documento http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44 (http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44) de 22/08/2003)***

(…)**A maioria dos meios de comunicação brasileiros chamam Sérgio Vieira de Mello de embaixador e diplomata. No entanto ele nunca esteve no Itamaraty... ** - Gilberto Schlittler - Ele não foi embaixador, nem diplomata, mas um notável cidadão brasileiro a serviço da ONU. Tinha 22 anos de idade quando entrou na ONU. Vieira de Mello foi um funcionário internacional. Começou no Alto Comissariado para Refugiados da ONU escrevendo textos sobre refugiados – assunto sobre o qual ele mais entendia, tornando-se depois um especialista. Conheci Sérgio e sua morte e me entristece muito. Além de competente, ele era uma pessoa muito simpática, interessante e cativante. **Sérgio Vieira de Mello era de fato o mais ilustre brasileiro que já havia passado pela ONU?** - Gilberto Schlittler - No momento era um dos dois mais ilustres – era secretário-geral adjunto, o brasileiro com mais alto cargo no secretariado da ONU. Temos outro secretário-geral adjunto da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, o embaixador Rubens Ricúpero, este sim, oriundo do serviço diplomático brasileiro. Eu fui subsecretário. Recentemente, havia José Bustani, que os norte-americanos não suportaram devido à sua competência contrária aos interesses deles. É a prática, quando alcançamos um alto nível no Secretariado, que nos identifiquem como “diplomatas” e mesmo nos chamem de embaixadores, mas isto não significa que somos representantes do governo brasileiro, pois como funcionários internacionais só recebemos instruções do secretário-geral. **Diplomaticamente, como podemos avaliar o incidente?** - Gilberto Schlittler - A meu ver a responsabilidade maior é dos EUA – o poder ocupante no Iraque. A segurança dos funcionários da ONU deveria ser de responsabilidade desse poder, como o é dos governos de países em conflitos que têm um governo em funcionamento. Isso só vem mostrar a incompetência
dos EUA nesse quesito – veja os diversos atentados que estão acontecendo no Iraque pós-invasão e as mortes de soldados e jornalistas – o último foi um palestino da Reuters. Sem falar dos civis. O incidente traz à tona outra impressão: a ONU agora está no Iraque como bombeiro, para apagar o fogo deixado pelo EUA, que invadiu o Iraque passando por cima do Conselho de Segurança. É óbvio que, sobretudo Sérgio, com o papel político que exercia no Iraque, era identificado como aliado dos americanos. **Quem está pagando a conta das consequências da guerra é então a comunidade internacional? ** - Gilberto Schlittler - Sim, é por isso que a ONU está lá, porque os Estados Unidos querem a participação da comunidade internacional para limpar o que fizeram. **O senhor acredita que outros funcionários da ONU e militares das forças de paz correm muito perigo? ** - Gilberto Schlittler – Sim. Esse atentado é mais um aviso – e um enorme aviso. Igual a esse não aconteceu jamais outro – nunca tantos funcionários haviam sido mortos de uma só vez. **Além de aclamado por seus serviços prestados à paz, Sérgio Vieira de Mello pode entrar para a história como o primeiro caso de alto funcionário da ONU que morre em missão? **- Gilberto Schlittler – Não. O conde sueco Folke Bernadotte, representante do secretário-geral nas negociações sobre o Oriente Médio, depois da criação de Israel, como mediador de conflitos entre países árabes e Israel, nos primeiros anos da ONU, morreu em 1948, em atentado de autoria do grupo extremista israelense Stern. Em 1961, houve a morte do segundo secretário-geral, Dag Hammarskjöld, em missão de reconciliação no conflito do ex-Congo Belga. Seu avião caiu e, mesmo sem provas materiais, acredita-se que foi um atentado. Desde o início das atividades das Nações Unidas houve muitos casos de sequestro, desaparecimento e morte, sobretudo em missões de manutenção da paz. Além dos funcionários da ONU, jornalistas têm sido vítimas freqüentes de violência. **Qual será o procedimento da ONU no caso desse atentado em Bagdá? **- Gilberto Schlittler – Segundo Koffi Annan, a missão vai permanecer no Iraque e “não será intimidada” por terroristas. A ONU deve tratar os que ficaram e indenizar as famílias. Temos um fundo de pensão, pelo qual sou aposentado. Do ponto de vista diplomático, o Brasil não pode alegar nada, porque Sérgio estava cumprindo seu dever como funcionário internacional e não a serviço do Brasil. **Funcionários da ONU em missão em áreas de conflitos assinam algum termo de responsabilidade e/ou de ciência de alto risco, isentando a entidade? ** - Gilberto Schlittler – Não há termos de alto risco. Nós sempre fomos expostos a grandes riscos. E nós não temos garantia nenhuma. Fui à Moldova, representando o secretário- geral, onde estive em meio a tiroteios e bombardeios. Na Nicarágua, nos arriscamos em vôos para identificar áreas invadidas que se presumia invadidas pelos fuzileiros americanos. Esses vôos eram verdadeiras aventuras. Os helicópteros tinham metralhadoras porque voávamos sobre território dos contras em aeronaves sandinistas. **O senhor acredita que as missões da ONU têm ficado mais difíceis depois do fim da Guerra Fria?** - Gilberto Schlittler – Sim, tornaram-se muito arriscadas. Um diplomata da coalizão ou aliado a ela tem a proteção dos soldados do poder ocupante – o que não acontece com um funcionário da ONU. Se, no Brasil, um diplomata da embaixada norte-americana sofrer um atentado, a importância política mundial será muito maior que o contrário, apesar da repercussão da morte de Sérgio Vieira de Mello. Nos momentos de perigo real eu não sentia pânico, mas aquela adrenalina típica da certeza de estar presenciando momentos históricos. Depois que as coisas aconteciam eu me dava conta de aquela situação tinha sido realmente perigosa. No campo de batalha, tudo pode acontecer. (…)
(Fonte : http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44 (http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44) Juliana Resende/BR Press . Monica



De federico a 30 de Dezembro de 2004 às 06:32
«DECLARAÇÃO DO REPRESENTANTE ESPECIAL DO SECRETÁRIO-GERAL PARA O IRAQUE, SERGIO VIEIRA DE MELLO, À SUA CHEGADA A BAGDADE
(2 de Junho de 2003)
Obrigado por estarem aqui para me dar as boas-vindas a Bagdade a mim e aos meus colegas. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer algumas palavras. Serei breve. É uma honra enorme, perante a qual me vergo, estar aqui, no Iraque. O meu único objectivo, como Representante Especial do Secretário-Geral, Kofi Annan, é certificar-me de que a ONU faz tudo o que pode para ajudar o povo do Iraque a sair de um período terrível da sua longa e nobre história. O Iraque sofreu demasiado e durante demasiado tempo. A guerra, a violação generalizada dos direitos humanos e sanções rigorosas. Os Iraquianos merecem mais e melhor, infinitamente melhor. A tarefa é gigantesca. Todos deveríamos enfrentá-la com um profundo sentido de humildade e uma forte determinação. Foi pedido às Nações Unidas que ajudassem o Iraque, assumindo um papel em diversas esferas cruciais: da reconstrução ao regresso dos refugiados e do desenvolvimento económico à reforma jurídica e judicial, passando pela administração civil. E, é claro, o papel da ONU no domínio humanitário prosseguirá e intensificar-se-á. Entre outras esferas decisivas em que nos foi pedido que desempenhássemos um papel figuram os direitos humanos, um assunto que significa muito para mim, o que não surpreenderá ninguém. Todos os cidadãos desta nação, todas as mulheres, homens e crianças, têm direitos humanos que devem ser defendidos e protegidos. É preciso garantir o primado do direito e a segurança para todos os Iraquianos, pois é a única maneira de conseguir que os seus direitos humanos desabrochem. E uma das mais importantes tarefas em que as Nações Unidas vão tentar ajudar-vos, o melhor que sabem, tem que ver com os esforços decisivos para implantar um governo representativo. O dia em que os Iraquianos se governem a si próprios deve chegar rapidamente. Nos próximos dias, avaliarei qual a melhor maneira de as Nações Unidas prestarem ajuda nestas esferas. Para o efeito, tenciono ouvir intensamente o que o povo iraquiano tem a dizer. Os meus esforços imediatos traduzir-se-ão em ter encontros com pessoas provenientes do mais amplo espectro possível da sociedade iraquiana, nomeadamente personalidades ligadas à vida política, religiosa e cívica. Reunir-me-ei também com a Autoridade, a fim de discutir a melhor maneira de a ONU
ajudar o Iraque. E reunir-me-ei com os meus colegas das Nações Unidas, que têm uma longa experiência de trabalho em prol da satisfação das necessidades humanitárias do povo iraquiano. Permitam-me que seja claro: temos de avançar rapidamente, porque as questões são urgentes. Mas também temos de avançar de uma forma inteligente, em consonância com os desejos do povo iraquiano e evitando a duplicação de esforços. É este o desafio com que todos somos confrontados no Iraque. Envidarei todos os esforços para o enfrentar com êxito. Obrigado.
(Fonte : Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal – 2003 - www.onuportugal.pt )»
FedricoSanchez



De monica anderson a 30 de Dezembro de 2004 às 06:29
“ SERGIO VIEIRA DE MELLO – BAGHDAD. “
NADIA YOUNES morreu em Baghdad com Sergio Vieira de Mello e, tal como ele, em declaração pública `a sua chegada ao Iraque, disse estar em Baghdad por solidariedade para com o Povo Iraquiano.
Nadia Younes, inesquecível como pessoa e como profissional. Um ser humano de excepção. Uma MULHER que soube SER.
monica




De monica anderson a 30 de Dezembro de 2004 às 06:27
Segundo notícias recebidas de Portugal, com destaque para Sergio Vieira de Mello, o que se disse em Portugal, e fez notícia em páginas de jornais e entrevistas de televisão, em Agosto de 2003, é que dona Gilda, “a mãe do dr.Sérgio”,( lá assim dizem, quando falam de Sergio Vieira de Mello), Gilda Santos Vieira de Mello, teria nascido em Portugal, numa família modesta do Norte, perto do” Peso da Régua”, em “ALVAÇÕES", Distrito de “Vila Real”, e teria EMIGRADO aos 17 anos para o Brasil. Testemunhas desse tempo afirmaram em 2003 ser ela mas os mais novos desconheciam o caso. Quando a 19 de Agosto de 2004, as notícias diziam que dona Gilda assistiu na Europa com os famíliares às cerimónias pelas vítimas do atentado em que também morreu o seu filho, gerou-se especulação sobre o seu possível regresso às (alegadas) raízes portuguesas. (interrogação). monica


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