Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Ácerca da campanha...

E porque nos aproximamos do fim de mais uma campanha eleitoral, desta vez para a eleição daquele que será o nosso próximo Presidente da República, não posso deixar de aqui destacar uma breve análise destas duas últimas semanas (antecedidas de outros tantos meses), que acabo de lêr no «Diário Digital» de hoje:

«... Estamos em 2006... Estamos num mundo digital onde o triunfo da ideologia capitalista e da sua lógica de mercado condiciona todo o pensamento e toda a acção, estamos num mundo global e globalizado (muitas vezes à força), estamos na era pós-11 de Setembro, estamos a assistir ao desmoronamento das estruturas que sustentaram o ideário político do século XX e a sua maior conquista, o Estado-Providência, estamos envolvidos com os Estados Unidos numa guerra contra um inimigo poderoso e desconhecido, estamos no meio de alterações climáticas que podem mudar para sempre a vida no planeta ou acabar com ela, estamos num admirável mundo novo em que a par da tecnologia mais extraordinária e do supremo triunfo do homem e da sua inteligência sobre a natureza existe um vasto submundo de miséria habitado em condições subhumanas, estamos paralisados por cenários de terror nuclear, biológico e químico, estamos com medo da peste, no sentido mais camusiano do termo, formulado através do aparecimento de vírus e mutações que não controlamos.

Existem muitas coisas sob o sol, mais do que sonha a nossa vã filosofia, e muitos temas de um ano, um século, um milénio novos. E existe, claro, o tema de Portugal. Não no enunciado retórico, poético, nacionalista, populista, folclórico, retrógrado e perfumado de um patriotismo inane que os candidatos reivindicam e sim no cru enunciado do nosso fracasso colectivo, como país e como modelo de desenvolvimento. Se não existissem os outros temas, sobre os quais não se ouviu nada de jeito excepto, de Mário Soares, existiria pelo menos esta pergunta: como é que chegámos aqui? Como é que chegámos a isto?

Como todos os candidatos, com excepção de Louçã, vêm de partidos com responsabilidades históricas e desempenharam cargos que sobre eles fazem cair responsabilidades pessoais, pergunta-se como é possível que todos deslizem sobre este chão de vidros estilhaçados como se nada fosse, dançando com o povo uma modinha para os telejornais.

O caso mais extraordinário é o de Cavaco Silva, que parte para uma vitória anunciada sem ter demonstrado uma única ideia ou desígnio sobre o país de que quer ser Presidente, embora deteste a política, limitando-se a repisar sem se cansar as mesmas frases batidas.
Grosso modo: já chega, estamos mal, não aceito que fiquemos pior.

Já chega? E como chegámos aqui, senhor professor? Como foram os seus largos anos de poder e escolha de um modelo político, económico e social? De uma administração da coisa pública? Até que ponto não somos ainda o resultado desses anos em que a Europa nos subsidiava com milhões para, justamente, não estarmos hoje no ponto miserável em que estamos? Nos dava milhões para, justamente, não chegarmos aqui, a este ponto de desesperança e cansaço? De pobreza e dependência externa? De atraso e reformas erradas? ... É deprimente. » (Clara Ferreira Alves)

Foram estas as perguntas que ficaram por fazer ao Srº Prof....

Foram as respostas a estas perguntas que eu gostaria de ter ouvido do Srº Prof....

Sim, porque haver respostas há... eu sei, e muitos portugueses sabem...

E é isso que acredito será demonstrado no próximo domingo 22...
publicado por planetamercuryii às 10:55
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