Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

Ainda as presidenciais...

Apesar de correr o risco de tornar-se exaustivo, o assunto "Presidenciais" não pára de mexer com espaços como este, pelo que não posso aqui deixar de comentar um artigo de opinião de outro grande político (pelo menos para mim) da nossa actualidade...
«A marca de Soares» assim se intitulava o texto que desde logo me chamou a atenção, pois considero exactamente isso, ou seja, se hoje este é o tema da actualidade política (quer queiramos ou não), tal devesse à marca deixada por Mário Soares em todos os quadrantes políticos.
Mas passemos ao artigo...

Mário Soares está em reflexão. Segundo referiu, está a fazer uma avaliação da sua possível candidatura à Presidência da República. (Acreditam mesmo que ele ainda não se decidiu?)
Esta é uma decisão estritamente pessoal. Se for positiva, e espero que o seja (também eu), contará com o meu apoio e, estou convicto, com todo o apoio do PS. Actuais e antigos dirigentes do PS já manifestaram um apoio inequívoco. Na altura indicada, os órgãos próprios do PS irão tomar a decisão oficial e não tenho qualquer dúvida sobre o apoio claro à candidatura de Mário Soares. Querer apontar divisões entre os socialistas não tem sentido, como o tempo o irá provar.
Tal como sucedeu no passado, a eventual candidatura de Mário Soares ultrapassa o Partido Socialista e deverá englobar pessoas independentes e de muitos outros quadrantes partidários. O que significa que não é o candidato do PS, mas sim o candidato apoiado pelo PS.
(Ora aí está uma das afirmações mais coerentes que já ouvi nos últimos tempos, sobre esta matéria!)
Este é um elemento relevante, porque não se trata de uma candidatura partidária. É uma iniciativa pessoal que ganhou apoios de várias organizações e personalidades.
Tal como referi na semana passada, aqui no DN, as candidaturas à Presidência da República não devem ser partidarizadas. Os partidos políticos não devem aproveitar este acto eleitoral para "empurrarem" candidatos artificiais só para obterem tempo de antena.O desafio das próximas eleições presidenciais é demasiado elevado para que alguns partidos definam as suas estratégias apenas em função de interesses internos.
(E aqui está o porquê de vos falar em coerência quando me refiro ao que acabam de lêr. Não será esta a afirmação que se espera de um político coerente?)
O que está em causa é um projecto para o País.O que está em causa é se queremos alguém que já todos conhecemos no topo da hierarquia do Estado ou arriscar na conflitualidade entre órgãos de soberania.O que está em causa é se queremos um Presidente solidário, mobilizador, que inspire confiança e que faça eco de todos os portugueses ou alguém que não se importa de sacrificar os mais pobres e os desempregados, apenas por uma meta estatística.
Os portugueses conhecem Mário Soares como Presidente da República. Conhecem o seu inconformismo em relação ao arrastar de situações. A sua indignação quanto à forma como os mais desprotegidos são, com alguma frequência, renegados para o esquecimento e para a marginalização.
A capacidade de diálogo e de influência é outra das marcas de Mário Soares. Num país onde se vive alguma agitação social, onde as reformas estruturais que estão a ser tomadas estão a provocar natural contestação, todos reconhecem a importância de haver um Presidente que sabe fazer uso da sua capacidade de diálogo. A marca de Soares não é a de alguém que "nunca se engana"
(e raramente tem dúvidas!!!!????), mas com capacidade de diálogo para influenciar a melhor opção. Com Soares não há "forças do bloqueio", mas uma dinâmica geradora de confiança, optimismo e de reflexão sobre as melhores opções.
Por outro lado, todos sabem o prestígio internacional que conseguiu obter, muitas vezes, com iniciativas corajosas. Mais, todos reconhecem que a nível nacional e internacional é necessário dar um novo impulso a projectos e ideias que o neoliberalismo quis anular. Mário Soares, com a sua experiência, pode ser um dos pivots desse processo.
Caso decida avançar, devemos aguardar as ideias que Mário Soares vai apresentar. Qual o projecto, o modelo de desenvolvimento que defende para o futuro de Portugal.
No entanto, pelo que já fez, pela sua experiência, pelos seus valores e devido ao desafio que vai estar colocado nas próximas eleições presidenciais, é inquestionável que não podemos perder tempo nem energias em querelas entre os partidos à esquerda.
A força, a alegria e a motivação que Mário Soares incute à sociedade portuguesa faz com que nestas eleições não haja nem primeira nem segunda volta. Há eleições e, assim o espero, há um candidato em quem a maioria dos portugueses se reconhece. Todos juntos, e com muitas outras organizações e pessoas que nada têm a ver com partidos políticos, devemos avançar para um apoio mobilizador a Mário Soares, logo no dia em que diga que está disponível para lutar por Portugal. (Jorge Coelho)

Fica a questão: alguém terá dúvidas da capacidade, e pricipalmente da vontade, de Mário Soares, quando se trata de lutar por Portugal????
publicado por planetamercuryii às 15:46
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