Quinta-feira, 12 de Maio de 2005

«Vale a pena ser Mourinho» (este foi o título de um artigo de opinião que 'por acaso' me chamou a opinião...)

mourinho.jpgGlorificar Mourinho está na moda (quando ele começar a perder, que sucederá?). Mas está na moda - e bem.

José Mourinho não é apenas um português cujo êxito é factor de orgulho nacional, mesmo se temos um esquisito gosto de amar muito os que estão fora e de prestar menos atenção aos que estão dentro.

Mourinho, dentro e fora do País, provou não apenas a sua qualidade. Provou poder e dever ser exemplo de como - somando saber, inteligência, profissionalismo, vontade e ambição - os portugueses podem vencer. Dentro e fora das fronteiras.
Sobretudo se a sociedade tiver, nos mais diversos níveis de responsabilidade, verdadeiros líderes, verdadeiros comandantes.

Sendo difícil, porque o verdadeiro êxito é feito de saber e de suor, o êxito de Mourinho é muito simples.

À sua inteligência e perspicácia juntou várias componentes.
Conhecimento teórico de base académica, uma. Aferição prática e aprendizagem criativa, nos clubes por onde foi passando, outra. Capacidade de conjugar conhecimento teórico com acção psicológica, outra mais. Raça suficiente para empolgar homens e fazê-los sentir-se equipa, ainda outra. Detecção e aproveitamento, até ao limite, das qualidades de cada um, levando cada desempenho individual aos patamares do prazer, da autoconfiança e da auto- -estima, mais outra determinante componente para o êxito. Vontade indomável de vencer, espírito competitivo e guerreiro, individual e colectivo, finalmente. E, uma componente adicional, sentido dos equilíbrios geradores de coesão do grupo.

Repare-se no percurso de Mourinho: universidade; contacto com a realidade do estar no campo, como jogador; aprendizagem prática como treinador adjunto (no Sporting, no Porto, no Barcelona); segurança e assunção do risco na opção por treinador principal. No Benfica
(sim, ele esteve lá!)esteve pouco tempo - o clube não acreditou, não quis arriscar. (????!!!!!!!!)
Pelo Sporting podia ter estado </i>(aqui nem chegou a estar!) - não sucedeu, porque o clube se amedrontou com o burburinho de poucos.
No Leiria arriscou novamente, lutou e conseguiu demonstrar que estava no bom caminho. No Porto (aqui sim!)fez, de forma mais brilhante e mais visível - o clube era outro -construir o êxito. Aguentou meia época, planificou com paciência e precisão de cirurgião uma equipa para a época seguinte - buscando jogadores baratos mas com qualidades profissionais, qualidade e raça. Fez de uma equipa sem muitos nomes sonantes um grupo ambicioso e vencedor: dois campeonatos nacionais, duas taças europeias, um lote de jogadores subindo o patamar da visibilidade internacional. Deu vitórias ao clube, satisfação aos adeptos, prazer e ganhos aos jogadores, milhões de euros à SAD portista.

Mourinho limitou-se a fazer aquilo que, muitas vezes, se não faz por essas empresas fora. Com uma inabalável confiança em si, uma auto-estima que parece roçar a sobranceria, transferiu conhecimentos e mentalidade ganhadora aos que com ele trabalharam.

Misturou exigência , disciplina e rigor com afecto, estímulo, conhecimentos e exemplo de doação total.

Como todo o verdadeiro comandante, esteve com os seus homens, no meio deles e, sempre que necessário, à frente deles. Assumiu derrotas, chamando a atenção para as causas das mesmas, mas motivando no passo seguinte os que dirigia.

Não dividiu o grupo em dois, pela criação de desigualdades injustas e menorizantes para parte dele. Quando dividiu, fê-lo, uma vez mais, pelo lado positivo, pela identificação dos que merecem, porque trabalham, se corrigem e se lançam no caminho da vitória.

No momento do êxito, esteve em comunhão de alegria e de objectivos atingidos com o seu grupo - mas também foi capaz, apesar de um enorme ego, de se retirar do palco para que os holofotes se fixassem nos que estiveram no terreno.

E fez algo essencial, para fazer crescer profissionalmente os seus homens ensinou-lhes como agir, para corrigir erros; que caminhos trilhar, para serem melhores.

E mostrou-lhes, na prática e nos resultados, que apenas a união faz a força. Tal como lhes marcou na alma o sentimento de que a ambição é uma qualidade e que a vitória é um casamento entre saber, vontade e ambição.

Mourinho ensinou, aos portugueses comuns que somos todos nós, que podemos ser, que podemos ambicionar e que podemos vencer. Se o quisermos e o soubermos. Se usarmos a paixão como alavanca, mesmo sabendo que, em certos momentos, a paixão nos pode trair, porque nos empolga...

Por isso, procurar ser Mourinho, vale a pena, não?!


Li... e não fiquei indiferente...Ame-se ou adei-se, tenho a certeza que ninguém também lhe ficará indiferente...
publicado por planetamercuryii às 10:38
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1 comentário:
De margarida iria a 12 de Maio de 2005 às 13:10
tinha que ser portista ninguem é perfeito hehehehe


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